Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

Zeca Afonso

Eras igual a nós
Não fora o teu canto,
Mas, ao som da tua voz,
Ruflavam asas...
De amor e pranto.

Ecos, memórias
De lá da infância.
Mundos, quimeras
Dalém distância.
Raiva, ternura...
Flores que brotavam,
Como por graça,
Dum chão de mágoas
Intemporal.
Sede sem taça
De água lustral.

E o peito solto
Como um vela.
As mãos vazias.
O braço dado.
Pés de andarilho
Sem dono ou trela.

Quebrado o encanto,
Ficou a vida.
Mais velha e chã.

Falta o teu canto,
Zeca:
Hino e alerta,
Flor da Manhã!

in "Poemas de fim de dia" inserido no livro "Zeca Afonso - antes do mito" de António dos Santos e Silva


publicado por marius70 às 18:36
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
20

21
22
24
25
26
27

28
29
30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Luís Arriaga

. 3º Congresso da Oposição ...

. Círculo Mercantil de Sant...

. Praza da Quintana em Sant...

. Círculo Cultural de Setúb...

.arquivos

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

.tags

. todas as tags

SAPO Blogs

.subscrever feeds