Terça-feira, 31 de Março de 2015

Poesia do Zeca - Entre Sodoma e Gomorra


João Afonso, Uxia, Júlio Pereira


publicado por marius70 às 17:45
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Quinta-feira, 19 de Março de 2015

Zeca, professor em Alcobaça - 1959

Testemunhos:

Cantou pelas escadarias...Na Fonte Nova...Não era permitido...O polícia ia proibindo durante a noite, uma vez nas do Mosteiro, noutra nas escadarias da Igreja da Conceição...O largo da Conceição também era espaço do canto livre...

Dava aulas na rua...Estava uma noite de luar...Os alunos tinham de falar em francês...

Zeca era brincalhão...Chegou uma noite ao café Isidro (hoje Café Paris onde disputava animadas partidas de xadrez)...Pediu 1 garrafão de água...Naquela noite todos só beberam água...

Zeca era muito distraído...Treino de futebol foi adiado porque o Ginásio ia treinar...Ele chegou mais atrasado...Entrou no balneário onde os jogadores do Ginásio se equipavam...Vestiu-se à pressa e chegou ao campo...

Foto: Zeca com os seus alunos do curso noturno, integrando a equipa de futebol da Escola Técnica de Alcobaça.

Fonte:
UNIR todo o concelho de ALCOBAÇA

publicado por marius70 às 03:48
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Quarta-feira, 18 de Março de 2015

"Três versões, a mesma música"

Zeca

"Sou filho da África colonial, de Coimbra e da Beira Baixa"

Zeca Afonso foi filho dos locais por onde passou. Angola e Moçambique, terras que lhe moldaram o ritmo da interpretação e a revolta, Coimbra em que a boémia lhe moldou o caráter e Belmonte onde a transição juvenil o despertou para a sexualidade.

E na música? Zeca Afonso foi filho das raízes culturais do nosso canto. Das Beiras, do Algarve, do Alentejo, de Trás-os-Montes, dos Açores e do Minho, Zeca foi beber às fontes do nosso povo, dando o seu cunho pessoal sem esquecer as raízes.

Benedicto Garcia:

Acampamento em Fuzeta - 1973

No día a seguir á "inauguração" do campamento (as tendas eram as sôzinhas que lá havía) chegou pelo lugar o Zé Manel, o filho máis velho do Zeca que andava, também, de férias. Vinha do Norte e trazía um pressente muito especial: além, diante dos dois (e imagino que havería algúms máis) tirou de viola e empezou a cantar uma canção "raiana", que segundo as súas fontes, era cantada nas celebrações nas dúas beiras do Minho, no norte galego e no sul portugués. A canção, simples de composição, tinha tres quadras:

Nosa Senhora da Guía
Guía aos homens do mare
Venha ver a barca vela
Que se vai deitar no mare
Nosa Senhora vai dentro
Os anjinhos a remare"

(Benedicto gravou-a no seu álbum, "Pola Unión" - 1977 com o título "Nossa Señora da Guia")

Coa emoção própria do neófito (e eu éra-o pois a penas gravara um e.p. de 4 canções no 68 em Barcelona) dinlhe ao Zeca o disco e ele fez o próprio e trocou-o por um dele. Neste dico estava "Chula da Póvoa" a súa versão, máis portuguesa, com uma irmá no meu disco, máis galega."

"CHULA DA PÓVOA", do álbum "COM AS MINHAS TAMANQUINHAS" - 1976, letra diferente mas a mesma música.

"Em Janeiro bebo o vinho
Em Fevereiro como o pão
Nem que chovam picaretas
Hás-de cair, Rei-Milhão"

A letra em baixo (em parte semelhante à que Benedicto canta), faz parte do cancioneiro poveiro e é cantada pelo Grupo Folclórico Poveiro com o título "Torradinhas" (disco Alvorada – MEP 60 042 de 1957, informação da data de João Carlos Callixto. As chulas, os viras e as danças de roda são as músicas mais tradicionais deste Grupo).

"Vamos ver a lancha nova,
Vamos ver a lancha nova
Que se vai deitar ao mar,
Que se vai deitar ao mar.

Nossa Senhora vai dentro,
Nossa Senhora vai dentro
E os anjinhos a remar
E os anjinhos a remar."

Deste EP fazem parte as seguintes músicas:

S.João Poveiro
O mar enrola na areia
Torradinhas
Vira de oito


"Torradinhas" cantada e dançada pelo Rancho Poveiro.


Terá Zeca Afonso pensado na Póvoa de Varzim quando fez a "Chula da Póvoa"?

"Nossa Señora da Guia" e a "Chula da Póvoa", cantadas por Benedicto e Zeca Afonso.


Versão que mistura instrumentos dos gaiteiros Treixadura e vozes dos gaiteiros de Lisboa:


Fontes:

Estrolábio

Linguagem popular e cancioneiro poveiro

publicado por marius70 às 05:30
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Sábado, 14 de Março de 2015

CARTA A JOSÉ AFONSO

Helder Moura Pinheiro, JL, sd


publicado por marius70 às 02:26
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Terça-feira, 10 de Março de 2015

"Testemunho de quem viu e conheceu Zeca Afonso"


Pesquisa e recolha na Gazeta das Caldas, Regina Gaspar

José A. Salvador nasceu em Espinho em 1947. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, período durante o qual conheceu José Afonso e integrou a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra durante a crise estudantil de 1969.
Sobre Zeca publicou os volumes "Livra-te do Medo - Histórias e Andanças do Zeca Afonso" (1985), "José Afonso: O Rosto da Utopia" (1994) e "Zeca Afonso - Livra-te do Medo" (2014).

Obs: Neste depoimento José Salvador refere que Zeca tinha ganho um concurso de canções no Brasil. Não li em nenhum lado que isso tivesse acontecido. Zeca esteve em 1972 no VII Festival Internacional da Canção Popular do Rio de Janeiro em representação de Portugal, depois de ter saído vencedor da votação levada a cabo pelo jornal o "Diário de Lisboa" com 25.622 votos.

O nome ao contrário que os jornalistas se serviam no tempo da censura para designar o Zeca, era "Acez Osnofa".

publicado por marius70 às 06:15
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